Caps I oferece ajuda a quem necessita

Caps I oferece ajuda a quem necessita

Atualmente, órgão de Morro da Fumaça presta atendimentos para cerca de 60 pessoas

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Dar atenção especial a quem mais precisa. Esta é a função desempenhada pelos profissionais do Centro de Atenção Psicossocial (Caps I) de Morro da Fumaça. Atualmente, são em torno de 60 pacientes com transtorno atendidos no local. Entre os serviços oferecidos estão atividades em grupo e individual, artesanato, além de palestra com nutricionista, atendimento odontológico e com médico especialista.

O coordenador e psicólogo, Felipe Pedroso, salienta que o Caps I existe para dar atendimento às pessoas com transtornos psíquicos graves, com dependência química, com risco de suicídio moderado e casos de transtornos psicóticos como alucinação e delírio. “O Caps surgiu para substituir os antigos hospícios, prestando os tratamentos para estes casos graves”, explica.

Convívio social

Oferecer momentos de convívio social para estas pessoas que muitas vezes acabam se isolando do mundo faz parte do dia a dia dos profissionais do Caps. “Muitos pacientes têm uma rotina pobre e aqui oferecemos várias atividades, o que é vital para eles”, pontua.

Além de toda a atenção prestada, os frequentadores do Caps também recebem alimentação e transporte gratuito. “É um serviço muito importante prestado pelo Município. Temos uma equipe que atende estas pessoas com toda a atenção necessária”, fala o secretário do Sistema de Saúde, Robson Francisconi.

Importância da família

A atenção dispensada pelo Caps só não é mais importante que a da família de cada paciente, que têm papel fundamental no tratamento. “A principal atitude que uma família pode ter é buscar compreender o que acontece. É preciso tentar entender, ter paciência com o ente que sofre com o transtorno”, cita Pedroso.

O coordenador ainda destaca que em muitos casos de dependência química, os familiares procuram a internação e não a orientação. “É um problema cultural. Muitos pensam que isso só é resolvido se internar. Quando propomos um trabalho diferente como a orientação individual, a medicação e as atividades em grupo, há uma adesão baixa tanto pelo paciente quanto pela família”, explica.

A modalidade do órgão é determinada conforme o tamanho de cada município. Morro da Fumaça, que é de menor porte, possui o Caps I. Cidades maiores recebem o Caps II, o Caps III, ou até o mesmo o Capsi, voltado ao atendimento infanto-juvenil e o Capsad, destinado aos usuários de álcool e outras drogas. “O trabalho oferecido pelo órgão é de fundamental importância. Possuímos uma equipe de profissionais altamente qualificados que prestam todos os atendimentos necessários para dar bem estar aos pacientes”, diz o prefeito Noi Coral.

O que é o Caps:

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) nas suas diferentes modalidades são pontos de atenção estratégica de caráter aberto e comunitário constituídos por equipe multiprofissional que atua sob a ótica interdisciplinar e realiza prioritariamente atendimento às pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas em sua área territorial, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial e são substitutivos ao modelo asilar.

Nessa perspectiva, o Caps opera nos territórios, compreendidos não apenas como espaços geográficos, mas territórios de pessoas, de instituições, dos cenários nos quais se desenvolvem a vida cotidiana de usuários e de familiares e constituem-se como um “lugar” na comunidade. Lugar de referência e de cuidado, promotor de vida, que tem a missão de garantir o exercício da cidadania e a inclusão social de usuários e de familiares.

Marciano Bortolin

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